segunda-feira, 15 de outubro de 2018

2 cinfanenses em Londres


Depois de Roma queríamos fazer outra viagem este ano e como não tínhamos muitos dias disponíveis, não poderia ser uma viagem muito longa ou com escalas. Como Londres era uma cidade que pretendíamos visitar, foi o destino que elegemos.
Viajamos bem cedo para aproveitarmos todos os dias, alugamos um apartamento na Zona 2 dos transportes londrinos para perdermos pouco tempo nas viagens e desfrutarmos ao máximo da cidade. As entradas nos monumentos irá significar uma fatia considerável do vosso orçamento, assim, seguem algumas dicas e ideias para quem pretende visitar esta cidade incrível.

O que visitar?
                Tenho que confessar que Londres excedeu as minhas expectativas, talvez porque as cidades que despertavam mais o meu interesse eram Paris e Roma, pensei que dificilmente alguma cidade me deixaria tão apaixonada, mas Londres surpreendeu-me.

Tower Bridge – é um dos monumentos mais emblemáticos de Londres, não atravessamos a ponte, nem estivemos propriamente na ponte, mas as margens que circundam a ponte só por si, valem a pena. A ponte tem imensos pormenores, e seja de dia, ao entardecer ou à noite, o encanto permanece.



Tower of London – Fica mesmo ao lado da Tower Bridge e é um conjunto de edifícios que visivelmente serviam para defesa da cidade. Para além da torre e da muralha, é possível identificar construções que encontramos na envolvente rural da cidade. Contudo, acabamos por não entrar, já que o bilhete custa, aproximadamente 27€. Mesmo só por fora, vale a pena visitarem a envolvente do local.



 Big Ben e parlamento inglês (ou Palácio de Westminster) – é o ex-libris da cidade de Londres e provavelmente um dos edifícios mais bonitos que tive o prazer de contemplar. Apesar de neste momento, a torre estar rodeada de andaimes, não existem obras de recuperação que possam abalar a beleza do edifício. A torre e o relógio são realmente o destaque, mas todo o edifício e extremamente belo e não podem visitar Londres, sem visitar pelo menos a parte exterior do edifício, debruçada sobre o rio Tamisa. É possível visitar o interior da torre, mas se como nós, visitarem apenas o exterior já vale a pena.



Londo eye – O bilhete não é barato, custa aproximadamente 30€, mas é uma experiência inesquecível. A volta completa é lenta, demora cerca de 30 minutos, por vezes mais, pelo que podem disfrutar em pleno da vista panorâmica sobre a cidade de Londres e ainda podem tirar fotografias de vários ângulos para relembrarem a experiência. Ao adquirirem o bilhete podem ainda ter uma experiência 5D pelos principais monumentos de Londres, é uma experiência que aconselho.



Madame Tussauds – É mais uma das atrações que não é barata, as nossas entradas custaram aproximadamente 40€ cada uma, mas valeu a pena. Aconselho a que reservem uma tarde ou uma manhã só para esta atração, em primeiro lugar porque a fila é enorme e em segundo lugar porque existe muita coisa para explorar, desde as figuras em cera, aos espaços e cenários, à última parte da visita… vai ser um verdadeiro teste à vossa atenção, todos os detalhes são incríveis e pensados ao pormenor.






Buckingham Palace – Esqueçam a bela fotografia tipo cartão postal à porta do Palácio, a atração reúne um mar de gente que vai tentar tirar exatamente a mesma fotografia que vocês. Visitamos a atração num sábado de manhã e o edifício por si vale a visita, desde a arquitetura e a dimensão do palácio, aos portões e pormenores, até à área circundante do palácio que congrega outros belos edifícios e parques cheios de árvores e espaços ajardinados. Sei que podem visitar algumas áreas específicas do interior do palácio, de qualquer forma, optamos apenas por visitar a envolvente. Não tivemos a oportunidade de ver a troca de guardas à porta do palácio, mas conseguimos chegar ao tempo de ver a troca de guarda à porta the household cavalry museum, que fica a pouco mais de 1km de distância.



Museu Britânico -  A visita ao museu é gratuita, à semelhança de quase todos os museus em Londres, o que nos permite visitar vários sem acrescentar custos à viagem. O edifício do museu é incrível, com umas imponentes colunas que percorrem toda frente da edificação. Dentro do museu podemos encontrar inúmeros objetos relevantes de várias épocas e de diferentes pontos do Mundo, que vão desde mascaras aztecas, artefactos da cultura egípcia, objetos utilizados pelos vikings até à ourivesaria persa.





Imperial War Museum – Visitamos este museu a pedido do Samuel que é fascinado por esta temática. O museu é de fácil acesso a partir do metro o que facilita a deslocação e a entrada também é gratuita. O edifício é interessante e o jardim reúne elementos interessantes como um fragmento do muro de Berlim e um “lança misseis” enorme. O interior do museu foca-se nas grandes guerras mundiais e no Holocausto e reúne imensos objetos importantes, desde armas, tanques de guerra, aviões, entre outros. Para quem gosta da temática vale a pena, são duas horas bem passadas já que existe também alguns filmes elucidativos.




Piccadilly Circus – é umas das praças mais conhecidas de Londres e vale a pena, é uma mistura entre Londres e Nova York, já que tem vários painéis de publicidade (outdoors) e é uma praça onde estão sempre a acontecer coisas, grupos de dança, acrobatas, cantores, beatbox… À noite a praça ganha ainda mais vida e os painéis ficam mais visíveis. É um área que tem na envolvente vários teatros e bares e fica também perto de Chinatown, que também vale a pena visitar.


Oxford Street – Para quem é do Porto é como a rua de Santa Catarina, mas maior e com transito rodoviário. Nesta rua podemos encontrar as lojas mais populares de Londres, para além de todas as que temos cá em Portugal, existem lojas de roupa específicas, perfumarias e restaurantes, podemos encontrar tudo o que procuramos nesta rua. Também aqui podemos encontrar a selfridges, uma espécie de galerias la fayette de Londres onde estão reunidas as marcas mais dispendiosas.



Vale a pena alugar um apartamento?
No nosso caso valeu, estávamos instalados muito perto de centro, numa zona de fácil acesso. Aproveitamos para tomar o pequeno-almoço e jantar no apartamento, já que tínhamos um supermercado mesmo à porta do condomínio, o que nos permitiu poupar bastante dinheiro. Apesar dos preços das refeições estarem um pouco abaixo do que estávamos à espera, comer em Londres não sai propriamente barato. De bónus, tínhamos ainda um simpático esquilo como vizinho.


Dicas:
  • Visitem, Londres surpreendeu-me totalmente, é uma cidade muito bonita, com imensos pontos de interesse. Quem sabe se não têm a nossa sorte e apanham 4 dias seguidos de sol.
  •  Levem roupa adequada para o frio, saímos do porto antes das 8 da manhã com 20º e nos dias que passamos em Londres apanhamos temperaturas abaixo dos 10º.
  •  Reservem alguns dias para visitar a cidade, uma semana seria o ideal, definitivamente 4 dias não são suficientes para explorar Londres.
  •  Se conseguirem aluguem um apartamento, vão poupar dinheiro para visitar outras atrações, ou quem sabe, para assistir a um musical, infelizmente os preços estavam altíssimos e não assistimos a nenhum, mas adoraríamos ter assistido.
  • Não precisam de alugar nenhum carro se não saírem do centro da cidade, a rede de transportes públicos, especialmente de metro, é extremamente completa e o preço é muito acessível, não irão gastar mais do que 6£ por dia em metro, pelo que vos aconselho a utilizar este meio de transporte. No regresso, podem ainda devolver o cartão para vos ser devolvido o dinheiro deste e o dinheiro carregado que não foi gasto em viagens.
  • Passeiem a pé pelas ruas, há imensos edifícios, praças e feiras que não estão nos roteiros turísticos que valem a pena, por isso desfrutem ao máximo a cidade.
  • Visitem um pub ou um bar, Londres tem espaços noturnos extremamente animados, que se animam logo depois da hora de jantar, por isso reservem um dia, preferencialmente uma sexta ou um sábado para passear pelas ruas mais movimentadas e entrem num pub, são espaços onde se conseguem divertir sem gastar muito dinheiro.

Espero que vos tenha sido útil

Até breve,
Ana Ferreira

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

2 cinfanenses em Roma, por uma semana


10 monumentos a visitar

1. Coliseu - imperdível, monumento de todos os cartões visita da cidade. É ainda mais imponente do que imaginava e apesar de parte estar em ruínas é perceptível a imponência e importância do edifício.


2. Fórum e Palatino – a continuação do ambiente que sentimos no coliseu. Toda a avenida que liga a Piazza Venezia até ao coliseu é uma espécie de “teletransporte” pelo tempo e pela história. Marquem um dia da vossa estadia em Roma para visitar o coliseu, o fórum e o palatino, o bilhete conjunto varia entre os 10 e os 14€ conforme a idade.









3. Panteão – edifício com características de várias épocas diferentes, mas cuja base de construção remonta ao império romano. O edifício é imponente como quase toda a cidade. A frente do Panteão é marcada pelas colunas ligeiramente ornamentadas na extremidade, o interior é marcado pela enorme cúpula que liberta um feixe de luz no centro, através de uma abertura. A entrada é gratuita, mas é necessário que utilizem uma indumentária adequada, no caso das mulheres, à semelhança da larga maioria de igrejas, devem estar tapados os ombros, o peito e grande parte das pernas.


4. Fontana di Trevi – outro cartão visita da cidade de Roma. À semelhança de quase todos os monumentos da cidade é maior do que estávamos à espera e vale totalmente a visita. A típica foto junto da fonte será complexa, já que estão sempre dezenas de pessoas, mas há sempre um espaço para atirar a moeda, como manda a tradição.


5.  Basílica di Santa Maria Maggiore ou de Nossa Senhora das Neves – é uma das maiores basílicas de Roma e é uma igreja lindíssima em todas as perspetivas, é ainda possível descer ao equivalente aos pisos -1 e -2, para ver os alicerces da igreja e vestígios dos séculos I a IV d. C., como alguns restos de habitações e do que se presumem ser lojas, podem ainda visualizar-se alguns frescos alusivos às estações e aos meses do ano.






6. Castel de Sant’Angelo – é um castelo peculiar, começa pela forma do castelo que é redonda com bases de construção com quase 2000 anos. Já deteve vários usos, mas neste momento é um museu, no interior detém várias armas e utensílios de guerra e o bilhete não é barato, custa entre 10 e 14€, contudo o melhor que o castelo oferece é a vista panorâmica sobre a cidade de Roma e sobre o Vaticano.




7. Monumento Nazionale a Vittorio Emanuele II – era o nosso cartão de boas vindas sempre que chegávamos ao centro de Roma, já que o autocarro parava na Piazza Venezia, mesmo ao lado do monumento em questão. Foi um dos monumentos que mais me impressionou em Roma, pelo tamanho, pelo detalhe e pelo impacto. De dia ou de noite era um monumento que era visível de vários pontos da cidade, não é um monumento antigo, mas vale a pena visitar. Existem partes do monumento que são acessíveis gratuitamente e que detêm vista privilegiada para o coliseu. Existe também um elevador panorâmico que sobe ao topo do edifício, mas isso é um luxo que não é acessível todos J.


8. Basílica de São Pedro – apesar de tecnicamente se localizar no vaticano e não em Roma, a verdade é que ao visitar Roma é fácil e aconselhável visitar o vaticano e a Basílica, o exterior da basílica é lindo, mas o interior é simplesmente deslumbrante, ao ponto de me ter emocionado quando entrei, a grandiosidade, os pormenores, é simplesmente maravilhoso, podemos ainda aceder também de forma gratuita ao piso inferior da basílica, onde se localizam os túmulos dos Papas.


9. Bocca della verità – localiza-se no interior da Igreja de Santa Maria in Cosmedin, que também é uma igreja que merece uma visita e onde é possível visitar uma espécie de altar no piso -1. A Bocca della Verità é uma cara esculpida, com a boca semiaberta, onde supostamente quem mente tem a mão apertada. No fundo é um local engraçado, que acaba com umas belas fotos para recordação.


10.  Circo Massimo – embora atualmente não consigamos imaginar em pleno como seria no seu auge. Apesar disso vale a pena visitar, pela sua grandiosidade, pelo fascínio pelas inovações da época romana. O circo localiza-se ainda numa área de elevado interesse, entre a zona do coliseu e a zona da Igreja de Santa Maria in Cosmedin.




As marcantes Piazzas
As piazzas são um marco da cidade de Roma que valem sem dúvida uma visita:

 Piazza Navona – simplesmente monumental, existem três fontes na praça, uma central maior e duas laterais, mais pequenas. A praça é ladeada por imponentes edifícios.



 Piazza Venezia – onde terminam várias linhas de autocarro e umas das portas de entrada no centro histórico de Roma, ponto de partida para diversos monumentos e pontos turísticos.


Piazza di Torre Argentina – uma das primeiras praças que visitamos, fiquei fascinada com a conservação das ruínas existentes nesta praça, não é das mais conhecidas, mas vale a pena.


Piazza de Spagna – uma das mais conhecidas, uma praça lindíssima, cujo ex-libris é uma escadaria que termina numa igreja. Junto desta praça concentra-se um grande número de lojas de alta costura.


Piazza del Popolo – esta praça fica um pouco mais deslocada do que as restantes. É uma praça grande ladeada por majestosos edifícios.


Campo de Fiori – não sei se poderei considerar uma praça, mas pela forma é com o que se assemelha. É uma praça cheia de cor, quase como um mercado a céu aberto de frutas, legumes e sumos naturais.


Onde comer B&B
Existem três sítios que nos marcaram e onde voltaríamos todas as semanas para comer, se pudéssemos e que aconselhamos a quem for visitar Roma:

·     Pizzeria da Baffetto  - foi-nos aconselhado provar estas pizas e não desiludiram, têm tamanhos generosos, ótimo sabor e a relação qualidade/preço é ótima. Localiza-se nas proximidades do Panteão, Campo di Fiori e Piazza Navona.
·  Shamrock irish pub rome – no dia em que visitamos o coliseu procuramos um restaurante nas proximidades e acabaram por nos dar o panfleto deste restaurante. Como os preços nos pareceram apelativos fomos lá, a comida era ótima, tantos as massas como as pizas e o tiramisu, o ambiente era de pub irlandês. Adoramos a comida e repetimos o restaurante numa outra ocasião.
·     La gelateria frigidaium – fica mesmo em frente á pizzeria da baffetto e foram os melhores gelados que provamos em Roma, podemos dizer isto porque provamos bastante, mas nada passou sequer perto do sabor deste. Todos os sabores eram maravilhosos e os preços apelativos.

Dicas para quem visita Roma:
·         Como os transportes são baratos e eficientes não descartem a hipótese de alugar um hotel ou apartamento na periferia da cidade.
·         Aconselhamos a alugar um apartamento, comer em Roma não é extremamente caro, mas as compras de supermercado saem bem mais baratas e os supermercados muito parecidos com os portugueses.
·         Dediquem alguns dias à cidade, estivemos uma semana em Roma e não foi suficiente para visitarmos tudo, por isso se pretendem conhecer Roma, não a visitem apenas por um par de dias.
·         Meninas, atenção à roupa, evitem os calções acima do joelho e os ombros e peito exposto, poderão barrar a vossa entrada em diversas igrejas e catedrais.



Espero que os conselhos tenham sido úteis, até breve,
Ana Ferreira

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Casados de fresco Pt3 – O grande dia

Uma coisa que tínhamos a certeza, o dia não iria correr exatamente como planeado e os “problemas” começaram a surgir no início da semana, quando percebemos que todos os sites de previsão do estado do tempo antecipavam precipitação para o dia do nosso casamento.
O dia nasceu cinzento mas não chovia, eram 9.30h quando cheguei ao cabeleireiro e a paragem por lá foi rápida, 1 hora depois estava pronta. Pelas 11 horas, a maquilhadora estava em minha casa e a equipa de fotógrafos em casa do Samuel, pouco depois do meio-dia estava pronta. Antes da uma da tarde a equipa de fotógrafos chegava a minha casa, como combinado estava com o vestido, mas descalça e sem qualquer tipo de adereços. Senti-me totalmente à vontade com as fotos e o vídeo, estava confiante a ainda estava calma. Na altura em que o drone começou a sobrevoar a casa, começou a chover, aí soubemos que não havia nada a fazer, o casamento ao ar livre como havíamos programado não ocorreria, tínhamos que recorrer ao plano B. A equipa de fotógrafos saiu de minha casa por volta das 2 da tarde e meia hora depois estavamos a sair também.
No momento em que entrei dentro do carro comecei a ficar extremamente nervosa, sabia que faltava menos de meia hora para as 3 da tarde, meia hora para o nosso casamento. A minha madrinha levou a senhora da conservatória com alguma antecedência e quase todos os restantes convidados, da minha parte, seguiram na frente do meu carro. A cada km os meus nervos iam aumentando, valeram-me as piadas do meu padrinho de casamento até à chegada à quinta. Assim que o carro parou senti-me invadida por um turbilhão de sentimentos, era ali e agora, já passavam 15 minutos da hora marcada, assim que cheguei à quinta o noivo dirigiu-se ao “altar”. Os convidados começaram a vir ter comigo, a abraçar-me, a felicitar-me e a elogiar-me, foi aí que fiz o primeiro esforço para não chorar.
Do casal de meninos das alianças que escolhemos para entrar comigo, apenas o menino quis entrar na minha frente, acompanhado pela mãe, levou cuidadosamente as alianças até ao noivo e eu e o pai seguíamo-lo, tudo me passava pela cabeça naquela hora e ao mesmo tempo sentia-me vazia de pensamentos, por fim alcancei o noivo. Vi as primeiras pessoas a chorar, o meu pai, o meu noivo, a minha sogra, o meu sogro, mas não tive coragem de olhar para mais ninguém, era choro de emoção e felicidade, demos as mãos e soube que começava ali um das mais difíceis e maravilhosas etapas da nossa vida, o nosso casamento. O contrato foi lido com todo o cuidado para que as palavras tivessem o significado necessário, foi simples, rápido, mas lindo. Não precisamos sequer de meia hora para trocarmos as alianças e selarmos a nossa união com o tradicional beijinho.
Era suposto esperarmos que todos os convidados saíssem da tenda e posteriormente sairmos os dois pelo tapete vermelho, mas não foi o que aconteceu e fizemos o que apetecia naquele momentos, abraçamos a nossa família e os nossos amigos, aí não houve como conter as lágrimas, chorei, porque tinha acontecido e porque estava feliz. Depois daquele que foi um dos motivos mais emotivos de todo o casamento, fomos tirar fotos com os convidados, caíam alguns pingos de chuva, mas queríamos a melhor luz possível e por isso, a chuva não nos demoveu, tiramos fotos com todos os convidados e algumas sozinhos, estava na hora de abrir uma das partes mais esperadas, aa comida. Começamos pelas entradas e tudo correr como planeado, enquanto os convidados começavam a refeição tiramos mais algumas fotos (nesta altura já tinha trocado os meus esplêndidos sapatos por umas vans brancas J ).
Entramos na sala de refeição depois de todos, ao som da primeira música que o Samuel me enviou, “Amar não é pecado” do Luan Santana, um pouco clichê, talvez, mas fazia sentido para nós naquele momento. A refeição prolongou-se por algumas horas enquanto disfrutávamos de boa comida e de excelente música ambiente. Fizemos vários brindes, falamos com todos os convidados e assim chegou a hora da abertura do baile, iniciamos com a tradicional valsa, chamamos os pais e os padrinhos e depois todos se juntaram a nós. Tive sérias dificuldades com o vestido, que não me permitia mover-me como desejava, tive que fazer uma pequena adaptação.
Era chegada a hora do corte do bolo e novamente a chuva ameaçava com alguns pingos inoportunas, mas conseguimos fazer tudo como estava planeado, foi um dos momentos altos da noite, a música, os cones de fogo-de-artifício, os sparklers que os convidados seguravam e que nos delimitavam o caminho até ao bolo, foi um momento realmente romântico. Continuamos a dançar por mais uma 3 horas e pouco, até nos doerem os pés, até restarmos só nós e uma dúzia de convidados, o nosso grande dia estava a chegar ao fim, era o fim de uma etapa que demorou meses a ser preparada, éramos marido e mulher.

Divertimo-nos muito mais do que achávamos possível, foi um dia de sorrisos rasgados e de lágrimas de felicidade, gostaria de agradecer mais uma vez a todos os que fizeram o nosso dia tão feliz, aos nossos pais por nos apoiarem, aconselharem, acalmarem e por suportarem parte dos custos. Aos nossos padrinhos de casamento, que estiveram sempre presentes (tirando obviamente o “vandalismo” que ocorreu no nosso carro e na nossa casa, obrigada madrinha Sara e padrinho João, ou não). Aos nossos avós, tios e primos por todo o carinho. Obrigada aos nosso amigos que partilharam a nossa alegria, um obrigada também aos nossos colegas de trabalho por todo o carinho. Obrigada a todo o staff da quinta da Bouça Velha, à equipa do Tiago Pinto Photography e ao DJ Gilberto Gil, pelo excelente serviço prestado. Obrigada à Suzana Cardoso Atelier de Estética, à Teresinha cabeleireiros, ao cabeleireiro da Paula Mendes e Família, à ourivesaria Tavares, à Melo´s Noivas, à Noiva, à M. Inês – Loja de noivas, à florista Lídia Ribeiro e a todos os que tornaram este dia, um dos melhores dias das nossas vidas. 








Espero que a minha experiência tenha sido útil. Até breve.
Ana Ferreira

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Casados de fresco Pt2 – Escolhas importantes


O tema
                A escolha do tema foi difícil, sabíamos que tinha de ser algo que gostássemos e que nos definisse, pensamos em música, mas enquanto ele iria colocar nome de trompetistas e compositores eu iria colocar nomes de músicas que gostava muito e enquanto ele queria colocar um trompete gigante no convite eu iria colocar uma parte da letra de uma música. Depois pensamos em comida, já que é algo que realmente nos une, pensamos em pratos típicos, mas não nos parecia nada adequado. Depois de muitas voltas alguém propôs, “se gostas tanto de Cinfães e vocês são os dois de lá, porque não?”, naquele momento pareceu-nos óbvio, o que poderia unir-nos mais do que a terra que nos viu nascer e onde se desenrolou quase toda a nossa história? Naquele mesmo dia ficou decidido. 

Os convidados
Para quem está a organizar ou já organizou um casamento, sabe que esta é sem dúvida, uma das partes mais difíceis. A primeira lista que fizerem irá ser provavelmente GIGANTE e nessa fase terão imensa vontade de desistir de todo o processo. No nosso caso se levássemos todas as pessoas que queríamos seriam mais de 250 convidados, o que para não fazia sentido para o casamento pequeno que nos propusemos a organizar. Nunca me imaginei a casar, mas se casasse seria um casamento para uns 60 convidados, no máximo, o que logicamente não aconteceu, já que no final, a nossa lista tinha 110 convidados. E juro que convidamos mesmo só as pessoas essenciais.

Os Convites
Depois de tomarmos as decisões sobre o número de convidados e o tema, estava na hora de tratarmos dos convites, até porque já estávamos no fim do ano e os convites tinham que ser entregues no início de 2018. Depois de consultar várias páginas e de tirar algumas ideias do pinterest arrisquei em ser eu a elaborar os convites, vi uma ideia que gostei, troquei as iniciais dos noivos por uma caricatura nossa, que fiz num programa que tinha no telemóvel, coloquei uma das fotos mais belas da nossa amada terra, da autoria do Sr. Lourenço Pereira, em marca de água, e fiz um protótipo do convite. Foi das escolhas mais práticas e bonitas de todo o casamento, os convites foram dobrados como se da abertura de uma janela se tratasse e com alguns ajustes e opiniões dos meus colegas, estavam prontos. Pedi um orçamento na gráfica Qualquerideia e como a impressão piloto ficou ótima, mandamos imprimir.






O vestido
No fim de 2017, início de 2018 foi a altura em que começamos a ver a nossa roupa e acreditem, não foi fácil para nenhum dos dois. No meu caso em particular, imaginava-me num vestido com corte “sereia”, bem simples e confortável. Depois de visitar alguns sites, fui convencida pela minha mãe a ir à primeira loja, estava tão assustada, pelo que tinha visto os vestidos de noiva eram caríssimos e tudo o que não queria era gastar muito dinheiro num vestido que usaria apenas uma vez. Após experimentar vários vestidos no modelo que gostava e de ter encontrado o que achava ser “o tal”, vesti um vestido com corte “princesa” que reuniu o consenso da maioria, acabou por ser esse o vestido com que me casei, apelidei-o carinhosamente de “abajur”. Hoje, quando reflito percebo que dificilmente terei oportunidade para usar um vestido tão imponente e assumo que os meus pais me aconselharam bem, até porque para além dos bons conselhos, tiveram a amabilidade de nos oferecerem o vestido e o fato, respetivamente.


Sapatos, lingerie, maquilhagem e cabelo            
Depois do vestido, a minha saga estava longe de acabar, tinha que escolher uns sapatos, queria uns sapatos altos, prateados e confortáveis o suficiente para conseguir, pelo menos, caminhar até ao lado do noivo, encontrei-os na MaryPaz, por um preço suficientemente apelativo para os comprar. Umas sandálias brilhantes, com um tacão compensado de 15cm e várias fitas até ao tornozelo, o que não suspeitava era que, de facto, quase só conseguiria chegar ao altar sem os meus pés quase explodirem.
Uma questão que quase me tirou o sono foi a lingerie, não me imaginava nada a pagar uma lingerie a preço de ouro, por isso fui à intimissimi decidida a trazer só a liga, até porque não precisava de soutien, o vestido tinha suporte e as cuequinhas não me pareceram assim tão importantes. Escolhi a liga com um pequeno laço azul, como manda a tradição, não que seja supersticiosa, mas também mal não iria fazer, estava decidida a pagar quando a lojista me mostrou as cuecas a combinar, eram realmente lidíssimas, diferentes de tudo o que tinha, por isso resolvi levá-las também. Já estava eu em pré depressão a fazer contas ao que ia pagar quando me mostraram o soutien do conjunto, depois de alguma insistência da minha mãe e experimentei e adivinhem… trouxe o conjunto. Aproveitei uma promoção que estava a decorrer e trouxe um perfume da loja, estava assim mais um problema resolvido, já levava comigo a lingerie e o perfume. Não me arrependo nada, será certamente um conjunto que guardarei com ótimas recordações e que posso sempre usar em ocasiões especiais.
A maquilhagem foi sem dúvida dos assuntos que menos me preocupava estava em excelentes mãos, a responsável foi a maquilhadora, esteticista e prima, Suzana Cardoso, foi ela a responsável por toda a parte estética, manicure e pedicure em unha natural, pela limpeza de pele e pela maquilhagem. Quem me conhece sabe que adoro maquilhagem e que raramente peço a alguém para me maquilhar, já que mesmo para eventos ou festas sou eu que me maquilho. Mas no dia do meu casamento não podia ser assim, eu estaria demasiado nervosa. Sabia que a minha prima me iria entender muito bem, queria uma pele muito bem feita, até porque tenho algumas imperfeições, uns olhos vistosos com eyeliner e um batom em tons nude. Testámos a maquilhagem um mês antes do casamento e ficou exatamente como imaginava, vistosa e elegante. Foi mais de uma hora de trabalho mas valeu muito a pena, a maquilhagem deixou-me muito mais confiante e muito mais feliz.





                No que consta ao cabelo também não foi nada difícil, assim que soube o dia exato, marquei com a Teresinha Cabeleireiros e depois de alguns ensaios consegui o penteado que idealizava, sempre soube que queria casar com o cabelo apanhado, mas com bastante volume e por isso foi fácil explicar o que queria. O penteado foi um apanhado clássico, muito volumoso na frente e com uma pena prateada a envolver, mais uma vez o prateado estava presente, tudo a combinar com tudo. Estive todo o dia confortável com o penteado que durou toda a festa.

A escolha das alianças
                Assim que definimos a data do nosso casamento começamos a ver o preço das alianças, sempre quis alianças grossas e arredondadas, o que fez com que, apesar das várias tentativas de nos serem oferecidas, não permitimos. Sabíamos que era um tipo de aliança cara e que os preços de cada um variava sempre entre os 250 e os 450€. Depois de muita pesquisa optamos por viajar até à Póvoa de Varzim, à Ourivesaria Tavares, onde fomos muitíssimo bem atendidos. Foram-nos apresentados vários estilos de alianças, com diferentes gramagens de ouro. Depois de escolhido o modelo, e ajustado o tamanho, experimentamos e deixamos a encomenda que nos foi entregue antes da data prevista. Fomos surpreendidos por um serviço de excelência.




Os padrinhos ou testemunhas
A escolha dos padrinhos foi provavelmente uma das decisões mais simples, sabíamos que queríamos ter um casal de padrinhos cada um, para mim a escolha era óbvia, os meus dois melhores amigos, a minha melhor amiga desde a pré adolescência e o meu primo, que é como se fosse um irmão, enfim um belo “par de jarras”, o Samuel também escolheu dois primos para serem padrinhos. Foram sem dúvida ótimas escolhas, ajudaram-nos com opiniões e conselhos e deram-nos sempre suporte para enfrentarmos “o grande dia”. O meu conselho é que escolham pessoas que sejam realmente importantes para vocês, são as pessoas que estarão ao vosso lado e ao lado dos vossos pais no altar, na primeira fila, as primeiras pessoas a quem vão pedir auxílio e a quem vão dar "aquele abraço" quando a cerimónia terminar, por isso é que é importante que os padrinhos sejam uma escolha do coração.

O ramo da noiva
                Se havia uma coisa que sempre idealizei foi o ramo, como não tínhamos que decorar a igreja, as únicas flores adquiridas por nós foram o meu ramo, o ramo das meninas das alianças e o ramo da madrinhas, que foi o que atirei para as meninas solteiras. Sim tinhamos 2 meninas das alianças e um menino. Uma das meninas entrou com o Samuel e os mais pequeninos iam entrar comigo, mas depois acabou só por entrar o menino. Voltando ao ramo, sempre soube que queria um grande ramo de rosas vermelhas e foi o que tive, um gigante ramo com mais de 40 rosas, feito pela D. Lídia Ribeiro e respetiva família. Eram um ramo simples, apenas de rosas, unido por um fita bege onde coloquei um alfinete de brilhantes prateados emprestado (porque noiva que é noiva leva sempre alguma coisa emprestada no meu caso, o alfinete de ramo e o saiote). O ramo completou o meu look, deu-lhe o toque e cor que faltava.

A banda sonora do nosso casamento
              Em termos de música o nosso casamento estava dividido em 4 partes, a música da cerimónia, música ambiente para a refeição, música para o baile e finalmente as músicas para o corte do bolo. Como adoramos música, fizemos uma enorme lista com inspiração no que gostaríamos que tocasse no nosso casamento. Para a entrada do noivo escolhemos Perfect, Ed Sheeran e para a entrada da noiva a tradicional marcha nupcial. Para a refeição optamos por música ambiente, mais calma e músicas mais românticas. Para o baile, obviamente tocou muita música pimba e música de baile, música dos anos 80 e alguma música brasileira, para animar todos os convidados. Por fim, para o corte do bolo a música que estava nos convites e no vídeo de sameday, que resume bem a nossa história, Still Falling for you da Ellie Goulding e Minha Flor do Agir.

As lembranças
                À semelhança do que aconteceu com os convites, pesquisei várias propostas de lembranças e acabamos por perceber que a fotografia seria sempre a opção mais prática e com mais significado. Acordamos com a equipa do Tiago Pinto Photography o número de lembranças e uma capa personalizada para oferecermos as fotos aos nossos convidados da forma mais pessoal possível. Em vez da típica fotografia com os convidados oferecemos uma foto nossa, só nós os dois, no jardim da quinta, a sorrir.



A lua-de-mel
                A escolha do destino de lua-de-mel, ao contrário do restante foi bastante difícil, enquanto o Samuel queria um destino de praia tipo Punta Cana, eu queria um destino romântico e a minha primeira opção foi sempre Roma, não me conseguia imaginar a passar 7 dias só na praia, não me cativava. Pensamos em destinos que agradassem aos dois e uma das cidades que mais queremos visitar é o Cairo, mas acordamos que não seria o destino mais romântico. Consegui convencer o Samuel e marcamos viagem para Roma, acho que só o consegui convencer com recurso a piza e massas, mas pelo menos ganhei 1 semana para conhecer uma das cidades que mais queria conhecer.


Acreditem, não é fácil organizar um casamento, é sempre tudo mais complexo e mais caro do que estamos à espera. Espero sinceramente que a nossa experiência possa ajudar noivos e futuros noivos a terem um dia mais calmo e mais feliz.

Ana Ferreira


segunda-feira, 25 de junho de 2018

Casados de fresco Pt 1


Hoje começa uma nova série de textos no blog. Depois do grande dia ter passado, de termos regressado de lua-de-mel e de assimilarmos tudo o que aconteceu. Posso passar a nossa experiência aqueles que preparam o dia do casamento. Espero que seja útil.

Os serviços essenciais

Fiquei noiva no dia 3 de Janeiro de 2017, na Praça da Alegria, no Porto. Namorávamos há 4 anos e meio quando começamos a falar em casamento, no verão de 2016, mas não sabíamos se era exatamente o que queríamos, até porque nunca tive o sonho de casar. Fui-me apercebendo que à medida que o ano se aproximava do fim, as conversas e movimentações estranhas aumentavam. Contra todas as ideias que fui criando fiquei noiva no Porto, não em Cinfães e também não foi na noite de consoada como imaginava, mas sim já no inicio do ano de 2017, foi assim que aconteceu, ficamos noivos.
Acordámos que casaríamos apenas no verão em 2018, porque faltavam apenas alguns meses para o verão desse ano e já imaginávamos que organizar um casamento seria um processo desgastante. Relaxamos e o tempo foi passando, já estamos em Agosto de 2017 quando os nossos pais nos começaram a chamar a atenção, talvez estivesse na hora de começar a preparar o nosso grande dia. Nessa mesma semana dirigimo-nos à Quinta da Bouça Velha, na freguesia de Souselo, uma das únicas que tinhas este tipo de serviços no concelho e percebemos que a agenda estava a ficar lotada e que já não podíamos casar em Julho naquela quinta como tínhamos pensado, teria que ser em Junho. O preço foi de encontro às nossas expectativas e o serviço que acordamos era exatamente o que pretendíamos. Assim, discutimos com os responsáveis vários pormenores, uma vez que o nosso casamento seria apenas pelo civil e seria tudo naquele espaço. Falámos de vários pormenores e o que seria apenas uma visita para responder a algumas dúvidas, foi o dia da grande decisão, tínhamos data para o nosso casamento, 9 de Junho de 2018.
O passo seguinte foi uma visita à conservatória para percebermos qual o procedimento para abrir o processo de casamento, com que antecedência o devíamos fazer, qual o preço, entre outras questões. Percebemos que o processo só poderia ser aberto 6 meses antes da data de casamento, pelo que ainda teríamos que esperar algum tempo. O preço era fixo, 120€ e tínhamos que nos responsabilizar pelo transporte do responsável na ida para a quinta e na volta. Então esse assunto ficou para resolver nos meses antes do casamento.
Começamos então a preocupar-nos com os outros serviços essenciais, contactamos várias empresas de fotografia e vídeo, e temos que confessar que ao início ficamos um pouco assustados com os preços, era um dos serviços que não esperávamos que fosse tão caro, e apesar de percebermos que é um trabalho árduo e difícil, tentamos comparar várias empresas e vários pacotes. Por mero acaso, descobrimos os serviços da equipa do Tiago Pinto Photography que nos oferecia um pacote adequado para o que pretendíamos por um preço que nos pareceu extremamente justo. Contactámos a equipa, reunimos, e como tinham o dia livre, fizemos mais um check na lista de tarefas do nosso casamento.
O último serviço que tínhamos que resolver o mais depressa possível, porque já estávamos em Setembro de 2017, era a animação da festa. À semelhança dos serviços de fotografia e filmagem fizemos uma pesquisa profunda para encontrarmos o melhor serviço pelo melhor preço e encontramos o DJ Gilberto Gil, falamos por chamada e marcamos uma reunião onde nos foi apresentado o serviço e o equipamento. Discutimos oque tipo de festa imaginamos e marcamos na agenda do DJ o nosso dia de casamento.
Estavam assim garantidos os “serviços mínimos”. Estávamos assustados, percebemos que apesar de termos o auxílio dos nossos pais nas despesas, casar não nos ia sair barato e íamos ter uma série de questões difíceis de resolver. Começava assim a saga, quase desesperada, de preparação do casamento.